Da Saudade…

Saudade é bicho estranho,

Se esconde as vezes no meio da papelada do dia,

Mas de noite, quando é hora de todos dormirem ela aparece.

 

Remexe palavras guardadas e joga-as pra cima da gente,

Se delicia com sonhos que ficaram no canto como se fossem de padaria,

Escorrega e se acaba de rir nos brinquedos esquecido no chão,

E nessa hora, só as vezes fica séria observando a beleza simples

De uma xícara deixada sobre a mesa

Ainda com o fim do café que ficou por terminar

E uma leve mancha do batom marcando os lábios.

 

Saudade é criança que deita no peito da gente

Com a cabeça a escutar o coração batendo forte

E ai começa a sussurrar com carinho,

Aquela lista que sabe não aconteceu, mas que acontece

No ritmo cadente das batidas cardíacas.

E é nisso que me espanta essa menina saudade,

A capacidade de brincar até com brinquedos que nunca existiram,

Mas que são.

 

Saudade é doce, azedinha as vezes,

Mas quase sempre amarga, de leve, no fim,

Como chocolate meio amargo

Que sempre agrada paladar,

E coração…

Clarence Santos

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